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Diploma de datilografia, máquina de escrever, papel stencil, memorando carbonado, mimeógrafo, gelatina copiativa e telex. Graças ao avanço tecnológico, essas e outras ferramentas de trabalho viraram tralhas e agora só fazem parte dos momentos nostálgicos dos profissionais da época.
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Agora estamos vivendo num mundo globalizado. Dormimos com a versão 8.1 e acordamos com 9.8, ótimo!
Somos escravos e dependentes, estamos deixando de lado a essência do relacionamento humano no dia-a-dia. A tecnologia está distanciando as pessoas no trabalho e conseqüentemente em seus lares.
Com o avanço tecnológico, posso conversar com o colega da mesa ao lado através de e-mail, mesmo que seja para convidá-lo para um almoço. O e-mail não tem expressão corporal e muitas vezes um simples recado, uma mera cobrança ou uma cópia oculta, pode fazer do local de trabalho um campo de batalha. O fato de um profissional dominar aplicativos ou programas de computador, não significa que esteja preparado para utilizar os recursos tecnológicos a ele confiados. Haja vista a quantidade de discussões na justiça.
E por falar em despreparo, já tive a experiência de passar sérias dificuldades para contratar um profissional de departamento pessoal com o perfil jovem. Todos os candidatos diziam ter vasta experiência com ponto eletrônico, folha de pagamento, encargos, etc. Porém, na prática ninguém conseguia passar num simples teste que consistia em calcular uma situação de férias, uma de rescisão, apontar um cartão de ponto e calcular um imposto de renda, com ajuda apenas de um lápis e uma calculadora. Este é um entre vários exemplos que vivenciei, onde o candidato sabe como programar e operar um determinado equipamento, mas não sabe porque o faz. Ou seja, estamos formando profissionais condicionados a clicar em menus e teclar enter, sem aprimorar os fundamentos teóricos. Hoje em dia todo mundo tem em casa, um analista de sistemas com 10 anos de idade, se preparando precocemente para o mercado de trabalho. Mas será que realmente estão se preparando?
O nosso convívio social também vem sofrendo as conseqüências do avanço tecnológico. A família que ainda consegue jantar reunida, o faz o mais rápido possível, para que todos possam voltar para seus computadores.
Pais e filhos conversam via MSN. Não há necessidade de reunir os amigos para ver as fotos da última viagem, basta “jogar no orkut”. Não existem mais rodas de piadas, estão todas circulando na net. A infância da era digital não sabe brincar com pião, pular cordas, pega-pega, esconde-esconde, entre outras brincadeiras. Eles interagem jogando on-line.
E o laptop? Quanta praticidade! Com ele, é possível almoçar e ler os e-mails simultaneamente. Também é possível levá-lo para casa, esvaziar a caixa postal enquanto o filho brinca sozinho e durante a madrugada fazer uma conferência com a matriz, já que eles não respeitam o fuso horário alheio.
Agora também podemos contar com os smartphones para nos mantermos conectados com o trabalho enquanto pegamos os filhos na escola, estamos na aula, na sala de espera de um consultório, ou até mesmo durante um happy-hour com os amigos.
Sou a favor e partidário dos recursos tecnológicos, apenas sou contrário a essa perda dos princípios do coleguismo no trabalho, da família, amigos e qualidade de vida.
“Falamos muito em deixar um planeta melhor para nossos filhos, mas estamos esquecendo de deixar filhos melhores para o nosso planeta”. Recebi essa reflexão de um amigo, pena que VIA E-MAIL. |